Proposição semiótico-pragmaticista: por uma educação física concreta
DOI:
https://doi.org/10.18406/2359-1269v12n42025830Resumo
Trata-se de estudo resultante de uma formação continuada de longo prazo, apoiada em diretrizes da pesquisa-ação pedagógica (Franco, 2016) com 17 docentes de Educação Física (EF) de escolas públicas de seis municípios do Sul de Minas Gerais. Diários reflexivos, registros audiovisuais de aulas e mapas de planejamento, de autorias dos/as próprios/as docentes, foram objeto de reflexão coletiva e mediação teórica desde a semiótica e o pragmaticismo de Peirce (1972, 2010), bem como as contribuições de Betti e Gomes-da-Silva (2019). O método de análise apoiou-se na Grounded Theory, conforme Charmaz (2014). Com o pressuposto de que “linguagem” é a potencialidade de diferentes sistemas de signo (verbais e não-verbais) produzirem informações, emergiram as categorias analíticas: (i) “corpo-movimento”: o corpo como lócus capaz de produzir e compartilhar significações, de comunicar; (ii) “linguagem da movimentação”: é a especificidade da EF; (iii) “Situações de Movimentação”: espaços-tempos de comunicação e produção de significações nas aulas, que envolvem interrelações de docentes, aprendentes (alunos/as) e ambiente (natural e sociocultural), sem limitar-se ao ensino de um conteúdo específico; e (iv) “aprendizagem”: processo semiótico de contínua ampliação e articulação de significados, que possibilita o desenvolvimento dos repertórios culturais das/os aprendentes. O conceito de “conduta docente” dissolve a oposição teoria-prática, ao articular ação deliberada e raciocínio lógico, fins e meios, tendo em vista o bem-comum como finalidade última da educação escolar. Conclui-se que a proposição semiótico-pragmaticista alcança a concretude dos contextos escolares, valoriza os saberes docentes cotidianos e reforça a pertença da EF na área de Linguagens.
Palavras-chave: Educação física escolar; formação continuada; linguagem; corpo.
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