Voleibol adaptado e capacidades físicas em idosos: Relações antropométricas e funcionais
DOI:
https://doi.org/10.18406/2359-1269v12n42025671Resumo
O voleibol adaptado tem se consolidado como uma prática esportiva promotora da saúde e do envelhecimento ativo em idosos. Este estudo objetivou analisar medidas antropométricas e correlacionar capacidades físicas em praticantes da modalidade. Participaram 30 idosos, sendo 15 homens (67,6 ± 10,8 anos; 19,2 ± 17,8 anos de prática) e 15 mulheres (67,9 ± 6,5 anos; 10,3 ± 8,2 anos de prática), avaliados durante uma competição nacional. A força de preensão palmar foi aferida com dinamômetro Jamar®, com o cotovelo a 90°, em três tentativas com a mão dominante. A potência dos membros superiores foi mensurada pelo arremesso de medicine ball (3 kg), também em três tentativas. Utilizou-se o software SPSS (v. 2.5) para análise estatística, com teste de normalidade de Shapiro-Wilk e correlação de Spearman. Os homens apresentaram médias de 43,1?kg (força) e 3,1?m (potência), enquanto as mulheres alcançaram 24,1?kg e 1,7?m. O IMC médio foi de 26,8?kg/m² para os homens e 25,5?kg/m² para as mulheres, valores médios indicativos de sobrepeso, segundo critérios do IMC, embora essa classificação deva ser interpretada com cautela nesta pulação. O RCQ foi de 0,99 (homens) e 0,88 (mulheres), sugerindo risco cardiometabólico. Observou-se correlação significativa entre força de preensão manual e potência de membros superiores (r = 0,751; p < 0,01). Conclui-se que, embora os praticantes apresentem boas capacidades físicas, os indicadores antropométricos revelam riscos à saúde. Dessa forma, a prática regular do voleibol adaptado, aliada ao monitoramento contínuo da composição corporal, configura-se como estratégia relevante na promoção da saúde em idosos.
Palavras-chave: Voleibol adaptado; Desempenho funcional; Perfil antropométrico.
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