A influência dos fatores cognitivo emocionais do modelo psicobiológico de fadiga sobre o desempenho da carga de trabalho em uma corrida de 5 km
DOI:
https://doi.org/10.18406/2359-1269v12n42025715Resumo
A fadiga induzida pelo exercício físico está diretamente associada à intensidade e à duração da carga de trabalho, sendo resultante de múltiplos mecanismos fisiológicos e psicobiológicos que impactam o desempenho e a recuperação. Este estudo teve como objetivo analisar a influência de fatores cognitivo-emocionais, segundo o modelo psicobiológico de fadiga, sobre a carga de trabalho durante uma corrida de 5 km. Participaram 22 corredores recreacionais (23 ± 3,05 anos) que realizaram quatro visitas ao laboratório. Na primeira, foram avaliados a composição corporal e o desempenho cardiorrespiratório por meio de um teste incremental em esteira. Nas três visitas subsequentes, os participantes completaram 5 km no menor tempo possível sob três condições experimentais: ausência de informações, feedback apenas da distância ou feedback completo da esteira. Foram monitoradas a percepção subjetiva de esforço (PSE), a frequência cardíaca e o ritmo por km (pace) a cada quilômetro. Não foram observadas diferenças significativas na carga de trabalho entre as condições dentro de cada quilômetro. Entretanto, identificaram-se aumentos progressivos e significativos na carga de trabalho entre os quilômetros, independentemente da condição: 1º km 51,6 ± 9,4 unidades arbitrárias (UA), 2º km 63,8 ± 11,0 (UA), 3º km 76,1 ± 10,2 (UA), 4º km 88,1 ± 9,09 (UA) e 5º km 93,8 ± 10,4 (UA). Conclui-se que o desempenho não é determinado exclusivamente por fatores fisiológicos, mas também por componentes psicobiológicos, pois a ausência de feedback não comprometeu a carga de trabalho durante o esforço.
Palavras-chave: Fadiga, Distância Fixa, Carga de Trabalho, Reabilitação.
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