A relação entre atividade física e percepção de saúde nas capitais brasileiras: um estudo ecológico baseado em dados secundários
DOI:
https://doi.org/10.18406/2359-1269v12n42025614Resumo
Os benefícios da atividade física para a saúde são bem descritos na literatura, incluindo, menor risco de doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes, câncer de mama e cólon, demência, excesso de peso e problemas de saúde mental (Guthold, 2018). Sobre a saúde mental, a percepção de saúde tem sido amplamente estudada na literatura científica, sendo reconhecida a importância da atividade física para a saúde e bem-estar geral. De acordo com o último Censo (Brasil, 2023), cerca de um quarto da população brasileira vive em capitais. Diante disso, este trabalho busca explorar como a prática de atividade física nesses centros urbanos pode se relacionar com a percepção de saúde de seus habitantes, especialmente considerando as disparidades regionais e socioeconômicas. Foram utilizados dados do VIGITEL (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) e levantadas as proporções de pessoas que cumprem a recomendação de atividade física e a percepção de saúde positiva, seguida de análises descritivas e correlacionais, estratificadas por sexo, por meio da Correlação de Pearson. Os principais achados deste estudo indicam que a percepção negativa de saúde varia entre as capitais brasileiras, com diferenças entre os sexos. Observou-se uma correlação negativa entre atividade física no lazer dos homens e a percepção de saúde, sugerindo que cidades com mais homens ativos no lazer tendem a ter menor percepção negativa de saúde. Além disso, a prática insuficiente de atividade física apresentou associação com uma pior percepção de saúde, reforçando a importância da atividade física para o bem-estar da população.
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