Racismo, desigualdades sociais e o acesso à prática de atividades físicas no Brasil: uma análise interseccional
DOI:
https://doi.org/10.18406/2359-1269v12n42025613Resumo
O racismo estrutural atua como um fator determinante nas condições de vida e de saúde da população negra. Trata-se de um sistema que está bastante cristalizado nas instituições sociais, produzindo e reproduzindo desigualdades históricas, limitando acesso a bens e serviços (Almeida, 2019). De acordo com Lopes et al. (2020) pessoas negras têm menor expectativa de vida e são menos beneficiadas por políticas de promoção à saúde, incluindo as políticas de prática de atividades físicas. Conceito introduzido por Kimberlé Crenshaw (2002), a interseccionalidade é uma ferramenta que auxilia na compreensão sobre como as identidades sociais, como gênero, raça, classe e idade se atravessam para criar formas únicas de opressão e privilégio. O presente artigo analisa como o racismo estrutural e as desigualdades sociais impactam o acesso à prática de atividades físicas no Brasil. Através de uma abordagem interseccional, o estudo destaca que pessoas negras enfrentam barreiras econômicas, sociais e simbólicas no uso de espaços públicos e em políticas de saúde voltadas à promoção da atividade física. A pesquisa, realizada com 1.305 pessoas residentes no município do Rio de Janeiro em 2024, para a coleta de dados foram utilizados quatro instrumentos em formato de único questionário, sendo estes: Dados Sociodemográficos, Questionário Critério de Classificação Econômica Brasil (CCEB), questionário de doenças crônicas e Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ). Os resultados preliminares indicam que as iniciativas de promoção da saúde precisam incorporar uma perspectiva antirracista e interseccional para serem eficazes e equitativas.
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