O uso dos Cadernos MAPA na educação física no ensino médio mineiro sob a ótica de um professor
DOI:
https://doi.org/10.18406/2359-1269v12n42025825Resumo
Este resumo relata a minha experiência pedagógica como professor de Educação Física (EF) diante dos desdobramentos da Reforma do Ensino Médio (REM) e da adoção dos Cadernos MAPA como documento norteador pela rede estadual de Minas Gerais. Em 2022, tivemos a efetivação da REM, através do Currículo Referencial de Minas Gerais (CRMG), seguindo a diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e do MAPA, dessa forma houve a redução nas aulas de EF de duas para uma semanal, situação que segundo De Sousa et al. (2024) ocasiona perdas e prejuízos aos conteúdos que foram acumulados historicamente pela cultura corporal. O MAPA coloca nossa autonomia em segundo plano, pois direciona os conteúdos que devemos trabalhar em nossas aulas, pois as avaliações externas aplicadas pela Secretaria de Estado de Educação (SEE) são elaboradas a partir dele e, com isso, as notas que Escola recebe dependem desse conhecimento ser adquirido pelos alunos. Em minha prática docente existe a orientação da direção escolar para que não abandonemos os conteúdos que nele constam, apresentando-os aos alunos para que tenham uma base daquilo que é cobrado nas provas externas, visando um bom resultado da Escola. Assim, planejo de acordo com os temas propostos, reelaborando a prática da maneira que julgo ser mais próxima à realidade dos alunos, sem conseguir abordar todos os temas. Concluo que a adoção do MAPA impõe ao professor uma lógica neotecnicista, que não valoriza a compreensão do ensino, se confirmando com o fato de termos apenas uma aula semanal.
Palavras-chave: Educação física escolar; ensino médio; avaliações externas.
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