Ressignificar para ensinar: vivência com Ginástica no estágio supervisionado
DOI:
https://doi.org/10.18406/2359-1269v12n42025831Resumo
Este estudo teve como objetivo apresentar a perspectiva de estagiária do curso de licenciatura em Educação Física sobre o ensino da Ginástica em alunos do 4º e 5º ano da rede pública, em 2024. A escolha do conteúdo decorreu da afinidade com o tema e da ausência da prática em sua trajetória escolar, o que reforça a crítica de Schiavon e Nista-Piccolo (2005) sobre a limitação do ensino da ginástica na formação inicial de professores. Durante cinco aulas, foram propostas atividades inclusivas com aparelhos como argolas, bolas e arcos, além de movimentos básicos de solo, salto, suspensão, equilíbrio e acrobacias coletivas. As vivências possibilitaram desconstruir estereótipos midiáticos, demonstrando que todos eram capazes de criar e executar movimentos com autonomia. Evidenciamos a importância de valorizar a ginástica no currículo da formação docente e no aprimoramento de professores atuantes, considerando que temas emergentes, como a igualdade de gênero, deve ser contextualizado, já que alguns alunos, influenciados por estigmas de que a ginástica é “feminina”, mostraram resistência, superada com incentivo e orientação. Inspirados nas propostas da Ginástica Para Todos (GPT), que de acordo com Brasil (2018) tem por finalidade valorizar a não competitividade, a interação social, a via de mão dupla dos aprendizados e as variedades de expressões corporal e acrobática. O estágio contribuiu para ressignificar a prática, tornando-a menos estereotipada. A vivência fortaleceu a formação acadêmica e o papel da Educação Física como área de linguagens e reflexão crítica na escola.
Palavras-chave: GPT; educação física; escola; estagiária.
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