Educação Física como linguagem: desafios e tensões curriculares em uma formação de professores/as do Sul de Minas Gerais
DOI:
https://doi.org/10.18406/2359-1269v12n42025689Resumo
A realocação da Educação Física (EF) na área de Linguagens, conforme propõe a BNCC (2018), tem gerado tensões e disputas epistemológicas entre docentes da Educação Básica e a própria produção acadêmica. Este estudo analisa os registros de um encontro de formação continuada com 18 professores de EF de escolas públicas de seis municípios do Sul de Minas Gerais, que tematizou essa questão. A produção de dados foi composta pela transcrição integral da reunião e por notas de campo, analisadas segundo a abordagem temática de Braun e Clarke (2006). O Tema emergente – Desafios epistemológicos, especialmente o Subtema – A teoria e a prática como linguagem: entre a experiência e o currículo, revelou duas discussões centrais: (1) Legitimidade epistemológica: a maioria dos participantes (15 professores) considerou positiva a inserção da EF na área de Linguagens, associando-a à comunicação corporal, à expressão pelo movimento e a signos não verbais; (2) Restrição disciplinar (leitura verbo-cêntrica): alguns (03 professores) restringiram o conceito de linguagem à oralidade e à escrita, sugerindo que a EF deveria pertencer à área da Saúde ou constituir uma área própria. Os resultados indicam que o reconhecimento da EF como linguagem exige maior aprofundamento conceitual sobre seus fundamentos, conteúdos e objetivos, lacuna ainda não suprida pela produção acadêmica nem pelas formações docentes atuais. Conclui-se que escutar os/as professores/as no início do processo formativo foi fundamental para compreender as tensões curriculares regionais e orientar propostas que fortaleçam a identidade da disciplina na área de Linguagens.
Palavras-chave: Educação física escolar; BNCC; currículo; formação continuada.
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