Esporte para todos? O badminton como meio de reflexão na educação física escolar
DOI:
https://doi.org/10.18406/2359-1269v12n42025674Resumo
Este trabalho apresenta uma experiência pedagógica realizada durante o estágio supervisionado em uma escola pública municipal de Minas Gerais, com turmas do 3º ao 5º ano do Ensino Fundamental. A proposta teve como objetivo ampliar o repertório motor e crítico dos alunos por meio do badminton, explorando seu potencial como conteúdo da cultura corporal de movimento e provocando reflexões sobre o acesso desigual aos esportes considerados elitizados. Ao longo de seis semanas, as aulas foram estruturadas com momentos de construção coletiva e vivências práticas adaptadas à realidade escolar. Inicialmente, os alunos elaboraram um mapa mental sobre seus conhecimentos prévios. Em seguida, participaram de práticas de badminton com materiais improvisados e redes ajustadas, muitas vezes sugeridas por eles próprios. Também foram exibidos vídeos e compartilhados fatos históricos sobre a modalidade. A avaliação foi realizada por meio de desenhos, nos quais os alunos representaram suas compreensões sobre o conteúdo. Apesar das dificuldades enfrentadas pela escola na aquisição dos materiais – processo que durou três anos –, a experiência demonstrou que a criatividade e a escuta ativa dos alunos são estratégias para viabilizar o ensino de esportes pouco acessíveis. Os resultados indicam que a prática favoreceu a aprendizagem dos alunos e fortaleceu o olhar crítico sobre desigualdade e diversidade no esporte. Na perspectiva docente, a vivência reafirmou a Educação Física como espaço formativo que, por meio do movimento, promove reflexão, expressão e inclusão.
Palavras-chave: Esporte de rede; elitização, avaliação, recurso alternativo.
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