Avaliação da qualidade de vida de Cuidadores Informais de Idosos com Doença de Alzheimer

Vilma Elenice Contatto Rossi, Gladson Junior Costa Silva, Lais Ramos Silvestre, Cintia Maria da Silva, Nilzemar Ribeiro de Souza

Resumo


Acompanhando o processo de envelhecimento populacional, cresce também a incidência de doenças crônico-degenerativas como as demências, sendo a doença de Alzheimer considerada a mais comum, levando o idoso a uma dependência total e exigência de cuidados cada vez mais complexos, necessitando do acompanhamento integral de um cuidador. O objetivo deste estudo foi avaliar a qualidade de vida dos cuidadores informais de idosos portadores da DA cadastrados na Estratégia Saúde da Família na cidade de Passos-MG. Estudo descritivo com abordagem quantitativa, os dados foram coletados na residência dos participantes por meio da aplicação de dois questionários previamente testados. Este estudo foi aprovado por Comitê de Ética da UEMG, Parecer n. 1.204.721. Participaram do estudo 66 indivíduos, 83,3% do sexo feminino, 81,8% com mais de 60 anos, 75,7% relatando entre quatro e 8 anos de estudo, 75,7% exerce essa função a mais de 10 anos. Quando indagados sobre como classificam sua saúde atualmente, 81,8% declarou sua saúde como ruim ou muito ruim. Em relação a como classificariam a intensidade da dor nas últimas 4 semanas, 83,3% disse que a intensidade era grave ou muito grave, 57,6% afirmou que a dor interfere extremamente em suas atividades diárias; 42,4% informou que as atividades de cuidados com o idoso interferem a maior parte do tempo na vida social e 57,6% informou sentir-se deprimido a maior parte do tempo. Nota-se a necessidade de desenvolver e direcionar estratégias para a manutenção da saúde física, mental e social desses indivíduos, levando a uma melhora em sua qualidade de vida.


Palavras-chave


Cuidador informal. Idoso. Doença de Alzheimer. Qualidade de vida.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18406/2359-1269v4n1201761

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