A CONDUTA DE ENFERMAGEM FRENTE A PACIENTES COM CETOACIDOSE DIABÉTICA

Mateus Alves, Rhayssa Maira de Oliveira, Sabrina Pereira Lima, Sarah Araújo Bernardes, Amanda Borges da Silva, Vanessa Oliveira Silva Pereira

Resumo


Introdução: A Cetoacidose Diabética é considerada uma complicação aguda grave no Diabetes
Mellitus, sendo o diagnóstico baseado nos sintomas e sinais característicos, observação clínica,
níveis glicêmicos acima de 250mg/dl, acidose metabólica com pH menor que 7,2 e bicarbonato
menor que 15mEq/L e cetonemia ou cetonúria.A adequação e eficiência das ações de
enfermagem aumentam de acordo com a experiência, habilidade técnica e cognitiva do
profissional, já que este percebe as demandas de cuidado adequado e assim elabora sua conduta
através da assistência sistematizada, individualizada e, principalmente, articulada com as
necessidades do paciente e da família. Objetivo: Descrever as condutas relevantes da
enfermagem diante de pacientes com Cetoacidose Diabética. Metodologia: Trata-se de um
estudo de revisão integrativa. A pergunta norteadora foi elaborada considerando a estratégia
PICO, foi: “Em pacientes com Cetoacidose Diabética, quais devem ser as condutas relevantes
tomadas por profissionais de enfermagem?”Para a seleção dos artigos foram utilizadas duas
bases de dados: Biblioteca Virtual de Saúde – Bireme e Google Acadêmico. Realizada em abril
de 2018, utilizando os descritores: Enfermagem, Cetoacidose diabética e Urgência, e indicador
boleanoand. Os critérios de inclusão foram: artigos em português, que respondessem a questão
norteadora, textos completos disponíveis e publicados entre 2006 a 2017. Seis artigos foram
selecionados. Resultados:Após a avaliação primária do paciente por meio dos sinais e sintomas
o enfermeiro deve traçar o seu plano de assistência elaborando intervenções. Os principais
cuidados de enfermagem frente ao paciente com Cetoacidose Diabética são: Identificar os
sinais e sintomas; Identificar os sinais e sintomas sugestivos de complicação; Realizar teste de
glicemia capilar a cada três horas, ou seguindo orientação médica; Fazer quadro do controle do
teste de glicemia capilar e anotar os resultados, e notificar médico quando a glicose reduzir
para 250 a 300mg/dl; Administrar a reposição eletrolítica e/ou bicarbonato de sódio, conforme
ordem médica; Monitorar os sinais vitais; Estabelecer monitorização hemodinâmica rigorosa;
Avaliar constantemente o nível de consciência; Explicar sobre o processo patológico ao doente
e à sua família; Garantir acesso venoso de grosso calibre; Examinar o local de inserção de
dispositivo acesso intravenoso; Monitorizar e registrar entradas e saídas de líquidos; Monitorar
débito urinário que quando menor que 30ml por duas horas consecutivas deve ser notificado
ao médico; Monitorizar sinais sistêmicos de infecção; Estar atento às queixas do
paciente.Conclusão: Os cuidados prestados devem ser pautados no conhecimento cientifico, de
forma individual e integralmente. O enfermeiro deve então atuar para promover a saúde,
trabalhando para que casos de Cetoacidose Diabética sejam mitigados, com detecção precoce,
minimizando o risco de sequelas e óbitos. Ainda é importante considerar que mesmo que o
tratamento ocorra nos setores de urgência e emergência, o controle e a prevenção da
Cetoacidose Diabética podem e devem ser realizado por todos os profissionais de saúde,
independente se atenção básica ou hospitalar. O enfermeiro possui um papel relevante, não
somente ao oferecer cuidados assistenciais, mas também educando, ao oferecer ao paciente e
seus familiares informações relacionados à patologia, diminuindo assim a incidência da
Cetoacidose Diabética e as suas possíveis complicações.


Palavras-chave


Cetoacidose Diabética; Diabetes Mellitus; Cuidados de Enfermagem

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DOI: http://dx.doi.org/10.18406/2359-1269v5n12018127

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Direitos autorais 2018 Mateus Alves, Rhayssa Maira de Oliveira, Sabrina Pereira Lima, Sarah Araújo Bernardes, Amanda Borges da Silva, Vanessa Oliveira Silva Pereira

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Eixos Tech, Passos, MG, Brasil. e-ISSN: 2359-1269

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