INSERÇÃO DA INTERPROFISSIONALIDADE NO ÂMBITO DA SAÚDE

Jorge Miguel Cabral Côrrea, Barbara David Batista Couto, Lauriene Maldonado de Oliveira, Lauren Matozinhos Clark, Sandra de Souza Pereira, Giovanna de Paula Marinho

Resumo


Introdução: A história da educação interprofissional surgiu com propósito de melhorar qualidade da atenção à saúde ao paciente a partir do efetivo trabalho em equipe, no ponto de vista da prática colaborativa. A interprofissionalidade é a junção de profissionais de diferentes áreas, visando o trabalho de forma articulada com objetivo comum, contudo preservando o nível de autonomia de cada profissional (COSTA, 2016). Objetivo: Apresentar a interprofissionalidade como processo produtivo de trabalho focando no modelo assistencial garantindo a qualidade da atenção à saúde do paciente. Metodologia: Tratou-se de uma pesquisa bibliográfica, descritiva, realizada por meio de levantamento bibliográfico sobre interprofissionalidade e saúde. O estudo foi realizado no mês de abril de 2019, utilizando as bases de dados da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) e Scientific Eletronic Library Online (Scielo). As palavras chaves utilizadas foram: Educação em Saúde, Equipe de Assistência ao Paciente, Atenção à Saúde e Relações Interprofissionais. Foram encontrados 41 artigos e desses, seis artigos foram selecionados por obedecerem aos critérios de inclusão e exclusão estipulados. Os critérios de inclusão foram artigos no idioma português, dos últimos cinco anos, completos e disponíveis online. Quanto aos critérios de exclusão, artigos cujo conteúdo não abordavam o assunto proposto. Resultados: A temática do trabalho interprofissional é discutido desde a implantação do Sistema Único de Saúde (SUS), porém, sua concretização não ocorre com facilidade, tendo em vista o enraizamento de ações fragmentadas e específicas de cada área. Segundo MONTANARI (2018), a educação interprofissional deve ser inserida desde a graduação como forma de capacitar os acadêmicos em futuros profissionais qualificados e habilitados para trabalhar em equipe. Pesquisa realizada por ARAÚJO et.al. (2016), aponta resultados positivos do trabalho interprofissional e da prática colaborativa no programa de residência multiprofissional em âmbito hospitalar. A prática da educação em saúde na atenção básica é uma ferramenta que possibilita a modificação e ampliação do modelo assistencial impactando de forma positiva no processo de prevenção, promoção da saúde e nas práticas curativistas (MENDES; BRITO; NETO, 2017). O trabalho interprofissional na rede de Urgência e Emergência vem trabalhando com este método de prática colaborativa desde 2008 através do PermanecerSUS, um programa que visa capacitar acadêmicos a trabalhar em equipe, cada profissional desenvolvendo sua função de forma ágil e efetiva (FIGUEREDO et.al., 2018). Na rede hospital este processo é visível sabendo que o paciente hospitalizado necessita de uma atenção centralizada a fim de evitar agravos no seu quadro clínico e viabilizar sua melhora (ARAÚJO et.al., 2016). Porém, na prática hospitalar, observa-se a maior dificuldade em se trabalhar de forma interdisciplinar, com divisão das responsabilidades, devido ao modelo biomédico. Diante dos fatos é fundamental promover a educação interprofissional na graduação e formar profissionais capazes de trabalhar em equipe (LIMA et.al., 2018). Considerações Finais: Dado o exposto que a interprofissionalidade foi inserida como prática em diversos âmbitos, há erros atuais de conceito como prática colaborativa e mostra-se com desafio em confronto com as especificações no modelo biomédico vigente no Brasil tanto na formação como na atuação.

Palavras-chave


Educação em Saúde; Equipe de Assistência ao Paciente; Atenção à Saúde e Relações Interprofissionais

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DOI: http://dx.doi.org/10.18406/2359-1269v6n12019223

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Direitos autorais 2019 Jorge Miguel Cabral Côrrea, Barbara David Batista Couto, Lauriene Maldonado de Oliveira, Lauren Matozinhos Clark, Sandra de Souza Pereira, Giovanna de Paula Marinho

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Eixos Tech, Passos, MG, Brasil. e-ISSN: 2359-1269

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