PREVENÇÃO DOS FATORES QUE INTERFEREM NA TRANSMISSÃO VERTICAL DO HIV

Flávia Liz de Carvalho, Natalia Serra Braga, Fábio Alves Dias, Júlia Augusta Martins, Anna Laura Lima Larcipretti, Beatriz Dutra Brasão Lelis

Resumo


RESUMO INTRODUÇÃO: A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é caracterizada pela infecção por um vírus chamado Human Immunodeficiency Virus (HIV), que é um vírus capaz de infectar seres humanos, com genoma RNA da família retrovírus, que, para se multiplicar, necessita de uma enzima, a transcriptase-reversa. Esta, por sua vez, transforma esse RNA viral em uma cópia do DNA, integrando-o ao genoma do seu hospedeiro. A mulher pode transmitir esse vírus para o bebê durante a gestação, o parto ou até mesmo amamentação. Existem medidas profiláticas para a prevenção da saúde das crianças e das gestantes, dentre elas se destacam o pré-natal de alto risco com uso de terapia antirretroviral, os cuidados durante o parto, a não amamentação e o acompanhamento do recém-nascido até os 2 anos de idade. OBJETIVO: Analisar a prevenção da transmissão vertical do HIV, listando os meios de prevenção da transmissão vertical do HIV mencionados na literatura. METODOLOGIA: Esse estudo refere-se a uma revisão integrativa sobre os fatores que interferem na transmissão vertical para o HIV, que visa à análise de estudos relevantes para a síntese do conhecimento sobre o assunto, constatando as falhas que devem ser reparadas com a realização de novos estudos para melhor prevenção do vírus. Para a realização dessa revisão, foram utilizados o banco de dados nacionais disponíveis a partir da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), PubMed/U.S. National Library of Medicine (MEDLINE), Scientific Electronic Library Online (Scielo), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs), com os critérios de inclusão sendo documentos do tipo artigo, não convencional, tese, monografia, congresso e conferência publicados em português com texto completo disponível, de 2014 a 2018 com os descritores: HIV, transmissão vertical, teste rápido, HIV na mulher, diagnóstico precoce doHIV, diagnóstico, prognóstico, feminino. Utilizou-se como critérios de exclusão aqueles que não foram considerados os tipos de documento não relacionados à temática proposta, publicados em outras línguas que não o português, não disponíveis como texto completo e publicados antes de 2014. RESULTADOS: Estudos demonstraram que, com o uso de antirretrovirais, é possível observar redução considerável da transmissão vertical do HIV, o que evidencia a boa cobertura do pré-natal nas mulheres infectadas, sendo que o Brasil poderia se beneficiar, pois conta tanto com um ativismo comunitário em HIV/AIDS com grande experiência quanto com a expansão da Estratégia Saúde da Família, que auxilia a atuação de agentes comunitários de saúde com um olhar das equipes sobre as famílias, o que reduziria as perdas ao atender melhor os indivíduos infectados. CONCLUSÃO: O grande desafio é possível, visando observar melhora no prognóstico da transmissão vertical do HIV. Porém, a intercorrência da não adesão de mulheres portadoras de HIV ao pré-natal ou ao tratamento para pessoas que vivem com esse vírus ainda dificulta o cenário apresentado e, portanto, ainda existe a transmissão pelo meio descrito. Tal situação indica que é necessário ainda mais estudos que venham a incrementar o desenvolvimento de projetos para a Estratégia de Saúde da Família(ESF) realizar intervenção e a conscientização sobre a importância do tema.

Palavras-chave


Transmissão vertical; HIV; Maternidade; Prevenção.



DOI: http://dx.doi.org/10.18406/2359-1269v5n12018219

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Direitos autorais 2019 Flávia Liz de Carvalho, Natalia Serra Braga, Fábio Alves Dias, Júlia Augusta Martins, Anna Laura Lima Larcipretti, Beatriz Dutra Brasão Lelis

INDEXADORES:

 


Eixos Tech, Passos, MG, Brasil. e-ISSN: 2359-1269

Classificação Qualis: B4

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